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  • 8th April
    2012
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Uma rodada de amor próprio e outra de segurança, por favor ?

Uma rodada de amor próprio e outra de segurança, por favor ?

  • 22nd March
    2012
  • 22
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    2012
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  • 22
Um dia alguém vai se apaixonar pelo seu sorriso torto. Alguém vai precisar ouvir a sua voz antes de dormir e querer o seu bom dia para começar bem. Um dia alguém irá querer carregar as suas dores consigo e trazer um pouco de alívio. Esse alguém também irá aceitar as suas falhas, perdoar os seus maus entendidos e respeitar os seus silêncios mesmo que não entenda. Alguém com quem você poderá até ter… brigas exageradas, mas nunca irá embora. Alguém cuja a palma da mão, você terá decorado cada detalhe e cravado a marca dos seus dedos entrelaçados. Um alguém fará você chorar e vice-versa, porém, terá um abraço que acolherá todos os erros. Alguém que talvez te odeie um dia e ame no outro - ou no mesmo -, mas que invada diariamente o seu corpo de sensações únicas. Um alguém que te leva junto toda vez que parte, e te faz oscilar entre a vida e a morte em segundos de amor. Um alguém cuja alma te pertence desde sempre. Um dia um encontro marcará o que somente os olhos registrarão. Um dia, inesperadamente, alguém anula o resto do mundo para você. E você descobrirá, rapidamente, que esse alguém não poderia ser de mais ninguém, além de você.
  • 22nd March
    2012
  • 22
A felicidade as vezes se encontra no final das tristezas e decepções que o destino nos reserva, por isso, nunca desista de lutar por aquilo que você quer, principalmente pela sua felicidade, sua vida e as pessoas que você ama. Faça de sua vida um caminho diario da procura de quem te procura. Saiba que tentar outra vez nao é sofrer de novo, mas sim uma forma de lutar e vencer, apesar de tudo.
  • 22nd March
    2012
  • 22

Talvez saiba algumas regras, mas pra toda regra há uma exceção. Talvez alguns verbetes me guiem, talvez não. Talvez apenas o vento me carregue, talvez alguma força extremamente invisível tenha pena de mim, de meu estado, e me jogue para um canto ou para outro. É duro viver de incertezas, de respostas dotadas de meio termo: ou certeiras ou errantes, mais difícil ainda é não saber como se sente, se está frio ou se está quente, se o dia lá fora convida ou carrega para a cama. É assim como me sinto agora. Insatisfeita, cheia de poréns na cabeça, mas com aquela pontinha de esperança gritante. Uma pontinha breve, tênue. Talvez a única razão para que eu ainda me mantenha de pé. Não sou apenas eu que carrego incertezas. Ninguém tem aquela resposta afiada na ponta da língua, ninguém é dono da verdade universal. Às vezes penso que sei tudo, quando na verdade, sei brevemente meu nome. E aí me vem mais uma pergunta nesse vagão de confusões: o que sei, o que não sei? O que eu deveria saber? O que eu finjo que sei, mas na verdade é mal esclarecido? O que é certo e o que é errado? Não sei como não enlouqueço, como não perco de vez o senso. É complicado se ver em uma via de mão dupla, e não saber ao certo para onde correr, ou se é preciso correr, ou quem sabe, se o caminho pede atenciosamente para que se ande devagar, apreciando a paisagem fosca e marrom. Mas aí falta a paciência, e acho que a única coisa que sei ao certo, é que esta virtude me falta. Na verdade, muitas outras me faltam. Sou completamente incompleta, cheia de borrões e buracos, pedindo para serem preenchidos, mas de portas trancadas. O cúmulo da incerteza: querer ser preenchido mas se fechar diante das oportunidades circunstancialmente oferecidas. Meu maior defeito talvez seja esse: não reconhecer minha essência nas horas em que o que mais preciso é ser mostrada ao mundo. Me acostumei a construir casulos temporais, e desfazê-los apenas sob pressão. Fui moldada a uma maneira de vida pessimista, que vê sempre primeiro o lado ruim das coisas em torno de mim. Sinto que isso é prejudicial, mas não sei como me consertar, ou melhor: por onde começar o serviço, árduo e cansativo. Não sei nem ao menos se mereço ser consertada. Deveria ser quebrada logo de uma vez, e renascer. Mas aí ficariam as cinzas, os restos, que querendo ou não, invadem a nova criação. Aliás, me destruindo por completo, não haveria lembranças. Estas, que não desmereço em momento algum, pois já me guiaram também. E me guiaram em minha fase mais difícil, e me guiam ainda: a fase das incertezas. É melhor viver com o que já se teve, ou com o que há por vir? Esta sim é uma pergunta difícil, que não me cabe responder.

Talvez saiba algumas regras, mas pra toda regra há uma exceção. Talvez alguns verbetes me guiem, talvez não. Talvez apenas o vento me carregue, talvez alguma força extremamente invisível tenha pena de mim, de meu estado, e me jogue para um canto ou para outro. É duro viver de incertezas, de respostas dotadas de meio termo: ou certeiras ou errantes, mais difícil ainda é não saber como se sente, se está frio ou se está quente, se o dia lá fora convida ou carrega para a cama. É assim como me sinto agora. Insatisfeita, cheia de poréns na cabeça, mas com aquela pontinha de esperança gritante. Uma pontinha breve, tênue. Talvez a única razão para que eu ainda me mantenha de pé. Não sou apenas eu que carrego incertezas. Ninguém tem aquela resposta afiada na ponta da língua, ninguém é dono da verdade universal. Às vezes penso que sei tudo, quando na verdade, sei brevemente meu nome. E aí me vem mais uma pergunta nesse vagão de confusões: o que sei, o que não sei? O que eu deveria saber? O que eu finjo que sei, mas na verdade é mal esclarecido? O que é certo e o que é errado? Não sei como não enlouqueço, como não perco de vez o senso. É complicado se ver em uma via de mão dupla, e não saber ao certo para onde correr, ou se é preciso correr, ou quem sabe, se o caminho pede atenciosamente para que se ande devagar, apreciando a paisagem fosca e marrom. Mas aí falta a paciência, e acho que a única coisa que sei ao certo, é que esta virtude me falta. Na verdade, muitas outras me faltam. Sou completamente incompleta, cheia de borrões e buracos, pedindo para serem preenchidos, mas de portas trancadas. O cúmulo da incerteza: querer ser preenchido mas se fechar diante das oportunidades circunstancialmente oferecidas. Meu maior defeito talvez seja esse: não reconhecer minha essência nas horas em que o que mais preciso é ser mostrada ao mundo. Me acostumei a construir casulos temporais, e desfazê-los apenas sob pressão. Fui moldada a uma maneira de vida pessimista, que vê sempre primeiro o lado ruim das coisas em torno de mim. Sinto que isso é prejudicial, mas não sei como me consertar, ou melhor: por onde começar o serviço, árduo e cansativo. Não sei nem ao menos se mereço ser consertada. Deveria ser quebrada logo de uma vez, e renascer. Mas aí ficariam as cinzas, os restos, que querendo ou não, invadem a nova criação. Aliás, me destruindo por completo, não haveria lembranças. Estas, que não desmereço em momento algum, pois já me guiaram também. E me guiaram em minha fase mais difícil, e me guiam ainda: a fase das incertezas. É melhor viver com o que já se teve, ou com o que há por vir? Esta sim é uma pergunta difícil, que não me cabe responder.

(Source: m-elodrama, via dores-e-tristezas)

  • 22nd March
    2012
  • 22
Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinho, não vou. Não tem como remar sozinho, eu ficaria girando em torno de mim mesmo. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.

Caio Fernando Abreu.

  (via dores-e-tristezas)

(Source: forcejar, via )

  • 22nd March
    2012
  • 22
  • 18th March
    2012
  • 18
  • Ele: Boa noite, pequena.
  • Ela: Boa noite.
  • Silêncio.
  • Ele: Já dormiu?
  • Ela: To quase. Porquê?
  • Ele: Nada.
  • Silêncio de novo.
  • Ele: Pequena?
  • Ela: Fala.
  • Ele: Você sabia que você foi a melhor coisa que já me aconteceu?
  • Ela: Ah, obrigada.
  • Silêncio de novo.
  • Ele: Ainda tá acordada?
  • Ela: TÔ, CARALHO. FALA LOGO.
  • Ele: Nada não, esqueci.
  • Ela: PORRA, ALÉM DE NÃO DEIXAR A GENTE DORMIR, AINDA É POR BESTEIRA. BOA NOITE.
  • Ela dorme e ele começa a rabiscar algumas palavras em um pedaço de papel enquanto uma lágrima escorre de seu rosto.
  • Ela acorda, vê o lado da cama vazio e um bilhete, parcialmente molhado.
  • "Bom dia, meu anjo. Dormiu bem? Espero que sim. Peço desculpas por ontem à noite, mas eu precisava ouvir sua voz antes de dormir. E hoje saí logo cedo, pra uma última caminhada no parque. Lembra que eu disse que fui ao médico há 6 anos, antes de nos conhecermos e ele diagnosticou câncer de laringe? Então, era verdade. Mas o que não te disse é que ele disse que eu tinha 6 anos de vida apenas. E lembra semana passada quando eu fui ao médico, tossindo muito? Ele disse que eu não passaria por essa noite. E lembra que você acordou várias vezes a semana toda comigo tossindo e cospindo sangue? Pois é. Era meu corpo avisando que eu tava no fim. Mas não queria te assustar. Antes de eu partir, espalhei pela casa algumas surpresas. Quero que tire o dia para encontrá-las. Te amo, meu amor. Para sempre".
  • Com lágrimas nos olhos, ela desce a escada, que estava coberta de margaridas, sua flor favorita. Chegando à sala, um filhote de cachorro com um lacinho no pescoço dormia no sofá. Havia um bilhete: "Sempre quisemos um filho, se lembra? Aqui está.". Ela fez carinho nele e foi à cozinha, chorando. Uma mesa de café da manhã montada: pães, patês, geléias, sucos, frutas, café... E uma foto dele na outra ponta da mesa, onde costumava se sentar. Um bilhete: "Tome um café comigo.". Depois de uma farta refeição, ela caminhou para o jardim. No banco onde costumavam se sentar e ver o pôr do sol, uma caixinha. Dentro, uma aliança com os dizeres "Sempre seu".